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Blog de walterlinhistoria
 


O NEGRO NA MÍDIA NACIONAL

O pouco espaço dado aos afro-descentes na televisão é, para muitos, um forma de preconceito racial
 
 Por André Vinicius, Andrey Takahashi, Antonio Marcio, Fernanda Dias e Rosangela Correia

O Brasil é uma terra de imensa diversidade étnica. Com raízes plantadas por colonizadores europeus, africanos e indígenas, a pátria evoluiu nos últimos 509 anos sob o sol da miscigenação, e como diz o rapper Gabriel o Pensador na canção “Lavagem Cerebral”: “se você discorda, então olhe para trás, olhe a nossa história, os nossos ancestrais, o Brasil colonial não era igual a Portugal, a raiz do meu país era multirracial, tinha índio, branco, amarelo, preto...”.

Como compreender que um país construído dentro destas condições seja tão segregacionista? O abismo social entre negros e brancos é uma eterna mancha na integridade racial brasileira. O maior reflexo desta mácula está na mídia, por sua forma de comunicar, educar e entreter.

As atuações dos negros nas telenovelas, mesmo considerando-se certa evolução, ainda é presa a estereótipos. A raça negra é constantemente retratada com papéis secundários como domésticas, prostitutas, marginais – mesmo entre os vilões não é comum o principal ser negro – e outros menos qualificados. Ainda assim, o Brasil é celeiro de grandes astros da etnia, como Grande Otelo, Ruth de Souza, Lázaro Ramos, Zezé Motta, Milton Gonçalves, Taís Araújo, entre outros tantos que desfilaram e continuam demonstrando o que sabem em meio às dramaturgias. Fato é que a linguagem da telenovela reprimiu por décadas a imagem da verdadeira identidade do Brasil, promovendo um “branqueamento” da população nacional.

 

Teledramaturgia brasileira

As quebras de paradigmas nas novelas são até hoje lembradas não pela densidade da trama ou pela performance do artista, mas sim por simplesmente retratar alguém de pele escura ou um dito “núcleo negro”, que foi o que aconteceu na novela global de Silvio de Abreu “A Próxima Vítima”, de 1995. Um dos núcleos dramáticos é composto por uma família negra de classe média. O pai, Cléber Noronha (Antônio Pitanga), é um contador que trabalha para várias empresas. Casado com Fátima (Zezé Motta), uma secretária executiva, ele constrói uma família bem-sucedida. Os filhos são Sidney (Norton Nascimento), um gerente de banco, Jefferson (Lui Mendes), estudante de direito, e Patrícia (Camila Pitanga), que sonha em ser modelo. Houve também uma relação homossexual entre Jefferson e Sandro (André Gonçalves), com o tempero especial de um ser branco e outro negro.

Também na Rede Globo, “Da Cor do Pecado”, de 2004 de João Emanuel Carneiro, mostrou um romance interracial, vivido por Reynaldo Gianecchini e Taís Araújo e foi também a primeira novela protagonizada por uma personagem negra. Coincidência ou não, a mesma atriz havia interpretado “Xica da Silva”, a escrava que virou rainha em 1997 na extinta TV Manchete.

A limitação de exposição é tão presente, que quando a mídia dá espaço para um negro, a atitude é vista com desconfiança, como aconteceu com a atriz Carla Leite. Em 2000, ela participou, com cerca de outras trinta mulheres, de uma seleção para uma propaganda sobre Aids que seria veiculada no carnaval. O vídeo, encomendado pelo Ministério da Saúde, estava sob a responsabilidade da agência Máster Comunicação e, durante a seleção do elenco, a equipe não teve dúvidas: Carla era a melhor atriz dentre todas. No dia seguinte à primeira veiculação da propaganda, a Associação Brasileira de Negros Progressistas pediu que ela fosse retirada do ar e processou o então Ministro da Saúde, José Serra. Na época, a associação alegava que a propaganda utilizava a imagem de uma mulher negra associada à vulgaridade e à irresponsabilidade. O Superior Tribunal Federal, entretanto, entendeu que não havia preconceito e manteve a campanha.

Prova de que os negros podem aparecer sem qualquer intenção ou propósito premeditado são nomes como Glória Maria, ex-apresentadora do “Fantástico”, Heraldo Pereira, apresentador do “Jornal Nacional” e do público paranaense em especial, Herivelto Oliveira e Dulcinéa Novaes, ambos da Rede Paranaense de Comunicação. No caso do dominical da Globo, antes de Glória Maria, o programa sempre havia privilegiado jornalistas brancas como Leilane Neubarth e Fátima Bernardes. Segundo depoimento da própria Glória na época de sua convocação, da mesma maneira que ela não admite preconceito, não quer fazer dele uma arma em seu favor.

Na área publicitária, a aparição de negros também é pontual. Demorou para a Parmalat colocar crianças negras na veiculação dos famosos comerciais “Trate seus bichinhos com amor e Parmalat”.

O nível estadual

Comparando com outras unidades da federação, o estado do Paraná, principalmente na região de Curitiba, é um dos menos negros. Sendo parte integrante da Região Sul, o estado paranaense abriga uma população em grande parte descendente de alemães, poloneses, italianos, japoneses. Ainda assim, encontram-se alguns ícones negros na arte e comunicação. É o caso de Ana Ferreira dos Santos, de 48 anos, que mora na região metropolitana de Curitiba. Ela fala sobre o preconceito racial que sofreu dentro da igreja onde costuma ir, O Brasil Para Cristo. Ana faz parte do coral da igreja há três anos onde faz apresentações no Natal e na Páscoa.

Ela nos contou que, no seu primeiro ano, membros do coral não queriam que ela apresentasse por ser a única negra da turma. Isso, com a desculpa de que nos outros anos não teve nenhum participante negro. Alguns membros do coral chegaram a pedir sua exclusão, alegando que ela não cantava bem. O caso de Ana terminou com o afastamento não dela e sim das pessoas que a descriminaram.

Com a ajuda da coordenadora do coral, Ana canta até hoje e nunca mais passou por constrangimentos na igreja. O caso de Maria Angélica Rosa, de 19 anos, foi bem parecido com de Ana. Maria joga bola na categoria de base do time Coritiba, e quando foi se inscrever para participar dos jogos, logo no inicio quando ainda era menor de idade, teve que levar seu pai para assinar as documentações. Quando chegou ao local da inscrição reparou que uma menina se afastou e foi conversar com o responsável. Na hora ela não entendeu direito o que havia de errado, mais só depois ficou sabendo que aquela menina foi reclamar dizendo para o responsável que ela não teria condições para participar, pois seu pai era negro e aparentemente não teria condições de pagar os utensílios necessários para os jogos. Logo então tinha a certeza que não iria conseguir participar, mas o responsável repreendeu a menina e fez ela pedir desculpas diretamente a ela e seu pai, depois fez a inscrição para Maria e pediu que a menina se retirasse do local.

Fonte http://revista.grupouninter.com.br/index.php?edicao_id=60&menu_id=27&id=331

 



Escrito por walterlinhistoria às 12h00
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Olívia Santana

Maria Olívia Santana  é uma política, educadora e militante do movimento de mulheres negras brasileira. Filha de mãe empregada doméstica e pai marceneiro, Maria Olívia Santana, aprendeu desde cedo que os estudos eram o único caminho facilitado da ascensão dos negros.

Quando criança ajudava nas despesas da casa fazendo pequenos bicos como "aguadeira", levava água nas casas das pessoas e recebia "uns trocados" pelo trabalho.

Aos 14 anos foi trabalhar como servente em uma escolinha particular. Este foi o pontapé para a escolha da sua carreira. Depois do 2º grau prestou vestibular, sem ter feito cursinho, estudava com os módulos velhos da filha da dona da escola e foi aprovada para pedagogia na Universidade Federal da Bahia - UFBA. Começava aí a sua história política.

Desde os 15 anos é integrante do Movimento Estudantil, a militância. Assim que entrou na Universidade, em 1987 ajudou a fundar a "Juventude Negra" dentro da UFBA. Enquanto mulher negra resolveu tomar para si a luta contra o racismo, junto com seus colegas acadêmicos, (Valdo Mulumba, Jadi Brito, Célia, Isabel Reis, Augusto e Maisa Sodré) formando um núcleo anti-racismo, no qual os integrantes discutiam o racismo dentro da Universidade. Em 1988, contribui para a criação da UNEGRO (União de Negros pela Igualdade), entidade da qual faz parte até hoje da coordenação executiva nacional. Em 1992, formou-se em Pedagogia e já desenvolvia um trabalho nessa área.

Como educadora, Olívia atuou na capacitação de professores da rede pública Municipal e de escolas comunitárias de bairros periféricos e populares de Salvador; foi técnica pedagógica do Centro de Educação e Cultura Popular – CECUP; trabalhou com crianças portadoras de necessidades especiais de aprendizagem, chegando a ser sócia fundadora da ADEP- Associação para o Desenvolvimento da Educação Especial; foi técnica educacional do Liceu de Artes e Ofícios e uma das coordenadoras pedagógicas da Casa Via Magia, uma das mais importantes experiências com Arte e Educação do Brasil.

É combativa ativista do movimento de mulheres baianas, assumindo especialmente a defesa dos direitos das mulheres negras. Neste sentido realiza palestras, conferências, participa e promove encontros e congressos no plano local e internacional, além de desenvolver continuamente a luta contra o racismo e as desigualdades sociais e de gênero.

É integrante do Fórum de Mulheres de Salvador e da União Brasileira de Mulheres (UBM). Sua trajetória na área inclui ainda passagem pelo Conselho Municipal da Mulher.

Olívia Santana participou do Encontro de Mulheres Afrocaribenhas e Afrolatinoamericanas, que aconteceu em 1996, na Costa Rica. Em seguida, participou como bolsista do programa da Agency United States Information, realizando intercâmbio com 33 organizações do movimento negro e de mulheres dos Estados Unidos. Dentro desse programa visitou as cidades de New York, Atlanta, Cansas City, Memphis e Washington DC.

Em 2000, fez um ciclo de palestras em diversas instituições americanas, destacando a Universidade de New York, sobre a presença negra na formação da sociedade brasileira e os impactos do racismo nas novas gerações.

Presente na Conferência de Durban, África do Sul, 2001, foi uma, dos três oradores brasileiros, que fez uma denúncia formal sobre o racismo no Brasil. Falou para os chefes de governo dos principais países do mundo.

Em 2002, participou da Conferência Nacional da Mulher e foi presença constante em todos os encontros nacionais de mulheres negras. No ano seguinte (2003) assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador e passou a ser integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, junto com fundação do órgão.

Como Vereadora, presidiu Comissão dos Direitos do Cidadão da Câmara Municipal e era membro atuante das comissões dos Direitos da Mulher, Educação, Orçamento, Transporte, Planejamento e Reforma da Previdência. Dentre os seus projetos criou o dia Municipal de Combate à intolerância Religiosa, o 21 de janeiro e a medalha de honra Zumbi dos Palmares, mudando a história de honrarias da Câmara Municipal, que nunca tinha tido em sua galeria uma honraria negra.

Em 2004, lançou a sua candidatura para vereadora com o "slogan" A NEGONA DA CIDADE e se reelegeu com 9.600 votos.Mas, foi convidada pelo prefeito da cidade para fazer parte do seu secretariado.

Assim, assumiu como Secretária Municipal de Educação e Cultura de Salvador. onde desenvolveu políticas que visam a retomada da Valorização do ensino público e dos profissionais ligados a registrou a marca da pedagoga Olívia Santana. Nos primeiros meses de gestão, (assumiu o cargo em 3 de janeiro de 2005), foi eleita vive-presidente da UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).

E, em 25 de Maio de 2005, fez o lançamento, para toda rede municipal, das Diretrizes e Bases da Lei 10.639/03 (Lei que determina obrigatoriedade de inclusão nos currículos escolares de ensino de História da África e Cultura afro-brasileira), alterando o perfil da educação pública de Salvador.

Em fevereiro de 2006, se afasta do cargo de Secretária para voltar á Câmara Municipal com o objetivo de se candidatar para uma vaga no Congresso Nacional. Não foi eleita como deputada federal, mas teve 45.803 votos do povo baiano, desses 37 mil em Salvador.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ol%C3%ADvia_Santana

 

 



Escrito por walterlinhistoria às 16h08
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Milton Santos

Milton Almeida dos Santos (Brotas de Macaúbas, Bahia, 3 de maio de 1926São Paulo, São Paulo, 24 de junho de 2001) foi um geógrafo brasileiro. Apesar de ter se graduado em Direito, Milton destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da Geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970.Alguns dizem que foi um dos mais populares geógrafos brasileiros.

Milton Santos nasceu no município baiano de Brotas de Macaúbas em 3 de maio de 1926. Ainda criança, migrou com sua família para outras cidades baianas, como Ubaituba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com os pais e os avós maternos (todos professores primários), foi alfabetizado e aprendeu álgebra e a falar francês.

Aos 13 anos, Milton dava aulas de matemática no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino. Aos 15, passou a lecionar Geografia e, aos 18, prestou vestibular para Direito em Salvador. Enquanto estudante secundário e universitário marcou presença na militância política de esquerda. Formado em Direito, não deixou de se interessar pela Geografia, tanto que fez concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério desenvolveu atividade jornalística, estreitando sua amizade com políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa.

Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasburgo, na fronteira da França com a Alemanha. Ao regressar ao Brasil, criou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a subchefia do Gabinete Civil, tendo viajado a Cuba com a comitiva presidencial - o que lhe valeu registro nos órgãos de segurança nacional após o golpe de 1964.[1]



Escrito por walterlinhistoria às 15h57
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Biografias

Milton Santos 2.a parte

Exílio

Em função de suas atividades políticas junto à esquerda, Milton foi perseguido pelos órgãos de repressão da ditadura militar. Seus aliados e importantes políticos intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do país, após ter cumprido meio ano de prisão domiciliar. Milton achou que ficaria fora do país por 6 meses, mas acabou ficando 13 anos. Milton começa seu exílio em Toulouse, passando por Bordeaux, até finalmente chegar em Paris em 1968, onde lecionou na Sorbonne, tendo sido diretor de pesquisas de planejamento urbano no prestigiado Iedes.

Permaneceu em Paris até 1971, quando se mudou para o Canadá. Trabalhou na Universidade de Toronto. Foi para os Estados Unidos, com um convite para ser pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde trabalha com Noam Chomsky. No MIT trabalha em sua grande obra O Espaço Dividido. Dos EUA viaja para a Venezuela, onde atua como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização do país para um programa da ONU. Neste país manteve contato com técnicos da Organização dos Estados Americanos. Estes contatos facilitaram sua contratação pela Faculdade de Engenharia de Lima, onde foi contratado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na América Latina.

Posteriormente, foi convidado para lecionar no University College de Londres, mas o convite ficou apenas na tentativa, já que lhe impuseram dificuldades raciais. Regressa a Paris, mas é chamado de volta à Venezuela, onde leciona na Faculdade de Economia da Universidade Central. Segue, posteriormente para Tanzânia, onde organiza a pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar es Salaam. Permaneceu por dois anos no país, quando recebeu o primeiro convite de uma universidade brasileira, a Universidade de Campinas. Antes disso, regressa à Venezuela, passando antes pela Universidade de Colúmbia de Nova Iorque.

Retorno ao Brasil

No final de 1976, houve contatos para a contratação de Milton pela universidade brasileira, mas não havia segurança na área política e o contato fracassou. Em 1977, Milton tenta inscrever-se na Universidade da Bahia, mas, por artimanhas político-administrativas, sua inscrição foi cancelada. Ao regressar da Universidade de Colúmbia iria para a Nigéria, mas recusou o convite para aceitar um posto como Consultor de Planejamento do estado de São Paulo e na Emplasa. Esse peregrinar lhe custou muito, mas sua volta representou um enorme esforço de muitos geógrafos, destacando-se Armen Mamigonian, Maria do Carmo Galvão, Bertha Becker e Maria Adélia de Souza. Quanto ao seu regresso, Milton tinha um grande papel nas mudanças estruturais do ensino e da pesquisa em Geografia no Brasil.

Após seu regresso ao Brasil, lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) até 1983. Em 1984 foi contratado como professor titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu mesmo após sua aposentadoria.[carece de fontes?] Também lecionou geografia na Universidade Católica de Salvador.[carece de fontes?]



Escrito por walterlinhistoria às 15h54
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Milton Santos 3.a parte

A trajetória e o reconhecimento

Embora pouco conhecido fora do meio acadêmico, Santos alcançou reconhecimento fora do país, tendo recebido, em 1994, o Prêmio Vautrin Lud, (conferido por universidades de 50 países).[carece de fontes?]

Milton Santos foi dos poucos cientistas brasileiros que, expulsos durante a ditadura militar (naquilo que foi conhecido por êxodo de cérebros), voltaram depois ao país. Foi disputado por diversas universidades, que o queriam em seus quadros.[carece de fontes?]

  • Sua obra O espaço dividido, de 1979, é hoje considerado um clássico mundial, onde desenvolve uma teoria sobre o desenvolvimento urbano nos países subdesenvolvidos.[carece de fontes?]
  • Suas idéias de globalização, esboçadas antes que este conceito ganhasse o mundo, advertia para a possibilidade de gerar o fim da cultura, da produção original do conhecimento - conceitos depois desenvolvidos por outros. Por uma Outra Globalização, livro escrito por Milton Santos dois anos antes de morrer, é referência hoje em cursos de graduação e pós-graduação em universidades brasileiras. Traz uma abordagem crítica sobre o processo perverso de globalização atual na lógica do capital, apresentado como um pensamento único. Na visão dele, esse processo, da forma como está configurado, transforma o consumo em ideologia de vida, fazendo de cidadãos meros consumidores, massifica e padroniza a cultura e concentra a riqueza nas mãos de poucos.
  •  
  • Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Santos

 



Escrito por walterlinhistoria às 15h51
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Vovô do Ilê ayê

ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS – Vovô do Ilê ayê

 

Vovô, como é internacionalmente conhecido, é fundador, idealizador e criador da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, juntamente com Apolônio de Jesus, já falecido.

Vovô fez os estudos primário e ginasial na Escola Parque, depois fez os cursos de Patologia Clínica e o de Engenharia Eletromecânica.  Antes de se dedicar, exclusivamente, ao trabalho de presidir e administrar o Ilê Aiyê e sua Banda, foi comerciário e operador da CEMAN e da COBAFE, no Pólo Petroquímico da Bahia, de 1976 a 1981.  

Inúmeras são as contribuições de Vovô para o resgate e a afirmação da cultura de origem africana no Brasil.  Produziu os quatro discos do Ilê Aiyê.  Foi Coordenador do Carnaval da Liberdade de 1989 a 1992.  Coordenou o Carnaval de Salvador, em 1996.  É produtor de artistas nacionais e estrangeiros nos eventos do Ilê Aiyê.  Foi membro da Comissão Organizadora da vinda de Nelson Mandela ao Brasil.

Foi membro da Comitiva Oficial de Intercâmbio Cultural Bahia-Benin.  Consultor para a criação de blocos afros no Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo.  É responsável pelo Projeto de Extensão Pedagógica e pela Escola Profissionalizante do Ilê Aiyê. Atualmente, é membro do Grupo de Trabalho Interministerial para Valorização da População Negra, em Brasília e membro da Coordenação do Fórum Intermunicipal de Cultura, entre outras contribuições.

Com um trabalho voltado, exclusivamente, para a conscientização da população negra de seus direitos civis e fazendo isso através de manifestações político-culturais como o Bloco Afro Ilê Aiyê, a Band’Aiyê, a Escola Mãe Hilda, o Projeto de Extensão Pedagógica, a Banda Erê, a Escola Profissionalizante e outras, Vovô tem acumulado prêmios e reconhecimentos no Brasil e no Exterior.

São de Vovô essas frases:

 

“O Ilê Aiyê é, hoje, o único bloco realmente afro da Bahia. Nós temos orgulho de ser negro. Apenas com este orgulho poderemos modificar esta “pior” que nos deixaram.”

·     “O Ilê continua com a sua filosofia: é um bloco da Liberdade / Curuzu, uma comunidade cuja maioria é negra. Toda vez que você consegue se manter nessa selva que é a Bahia, é tachado de racista.”

·      “Na Liberdade, o pessoal diz: “Nada da Liberdade vai pra frente, tudo o que sobe, desce”. Com isso, ele quer dizer que tudo de negro não vai pra frente. E quando você consegue segurar por 22 anos uma entidade como o Ilê - de negro,  para o negro - provando que essa afirmação é mentirosa, é racista, aí você incomoda.”

Fonte: http://www.ileaiye.org.br/biografiavovo.htm



Escrito por walterlinhistoria às 15h41
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Mãe Menininha do Gantois

 Mãe Menininha do Gantois

 

Jorge Amado não viajava sem ouvir suas recomendações. Dorival Caymmi não dava um passo sem consultá-la primeiro. Antônio Carlos Magalhães seguia seus conselhos a ferro e fogo. E Vinicius de Moraes corria a escutá-la quando estava na Bahia. Ninguém sabe ao certo quem foi a primeira personalidade a frequentar o Terreiro do Gantois, em Salvador, mas o fato é que os braços acolhedores de Mãe Menininha nunca estavam parados. Fosse recebendo seus numerosos filhos-de-santo - o telefone tocava pelo menos 20 vezes por dia, com ligações de todo o País -, fosse preparando os saborosos aracajé, caruru ou o vatapá como só ela sabia fazer, nenhum traço de exaustão perturbava a rotina da guia espiritual mais paparicada da Bahia.

Neta de escravos, Maria Escolástica da Conceição Nazaré (nascida a 10 de fevereiro de 1894 na capital baiana) foi escolhida na infância pelos santos do candomblé como mãe-de-santo do terreiro fundado pela avó. Ainda criança, sem conhecimento suficiente para assumir o posto mais alto na hierarquia da religião - o de ialorixá, que dita as regras e comanda todo o funcionamento da casa - foi iniciada nos rituais pela tia Pulquéria, sua antecessora. Era então uma moça quieta e franzina, e não escapou do apelido que a acompanhou pelo resto da vida. Aos 28 anos, assumiu definitivamente o terreiro. “Quando os orixás me escolheram eu não recusei, mas balancei muito para aceitar”, contou certa vez. Na época, o candomblé vivia uma fase de perseguição a paus e pedras. Relegados ao submundo religioso, os rituais terminavam subitamente com a chegada da polícia.

“Vem olhar, doutor” A partir da década de 30, a restrição arrefeceu, mas uma Lei de Jogos e Costumes exigia que o candomblé só fosse celebrado em horários específicos, com a autorização de uma delegacia específica. Quando passava das dez da noite, lá vinham os policiais. “Isso é uma tradição ancestral, doutor”, dizia a ialorixá ao delegado, com sua paz interior que pouco a pouco se apoderava dos outros. “Venha dar uma olhadinha o senhor também.” E o jeito melindroso de Mãe Menininha não só evitou o fechamento do terreiro, como venceu a resistência religiosa do chefe da Delegacia de Jogos e Costumes, que escutou o chamado dos santos e se tornou um praticante da religião depois da extinção da lei, em meados dos anos 70 - a própria Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras para o término das proibições.

Como outras crenças, no início do século a religião afro-brasileira também era carregada de conservadorismo. Passar em frente de uma mãe-de-santo sem baixar a cabeça era grave ofensa para os seguidores da casa. “Como um bispo progressista na Igreja Católica, Menininha modernizou o candomblé sem permitir que ele se transformasse num espetáculo para turistas”, analisa o professor Cid Teixeira, da Universidade Federal da Bahia. Informal e bonachona, não hesitava em abrir as portas do Gantois para brancos e católicos - uma abertura que, em muitos terreiros, ainda hoje é vista com certo estranhamento.

Programa católico Ecumênica, Mãe Menininha nunca deixou de assistir à missa, numa prova de que o sincretismo religioso da Bahia não é mero chavão. Podia comungar pela manhã e celebrar os rituais do candomblé à noite. No meio tempo, cuidava das duas filhas - Cleusa e Carmen - e coordenava todas as atividades do terreiro. Não eram poucas, já que dentro do próprio Gantois criavam-se galinhas e cultivava-se milho. Sem cobrar um tostão, passava o dia atendendo seus seguidores. Para dar uma trégua aos santos, entregava-se de corpo e alma a pequenos prazeres. Cuidava com esmero da vasta coleção de objetos de louça, presentes dos filhos-de-santo ilustres. Quando estava assistindo aos capítulos da novela Selva de Pedra, ninguém arriscava importuná-la. E grudava no rádio colocado no criado-mudo do quarto para escutar programas da igreja e música popular - uma de suas cantoras preferidas era Maria Bethânia, ainda hoje frequentadora do Gantois, junto com o irmão Caetano Veloso.

Por trás das poderosas lentes dos óculos da mãe-de-santo havia uma mulher de força inabalável. Mais que superar preconceitos e afirmar o candomblé como símbolo da cultura negra, abriu a religião para novos seguidores. Mais que ser católica, convenceu os bispos a permitir a entrada nas igrejas de mulheres com os tradicionais vestidos do candomblé. Vestidos que ela mesma exibia com elegância: brancos para Oxalá, dourados para Oxum e azuis para Oxóssi.

Sucessora Com sua paciência invejável, não se cansava de tirar dúvidas sobre o candomblé. “Deus? O mesmo Deus da Igreja é o do candomblé. A África conhece o nosso Deus tanto quanto nós, com o nome de Olorum. A morada Dele é lá em cima, e a nossa cá embaixo”, explicava. Mãe Menininha morreu a 13 de agosto de 1986, aos 92 anos. Sua sucessora foi a filha Cleusa - que morreu no final do ano passado. A nova ialorixá do Gantois será escolhida até novembro, numa cerimônia que pode durar até um mês.

Fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3e_Menininha_do_Gantois

 

 



Escrito por walterlinhistoria às 15h32
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Juliano Moreira

Juliano Moreira

1.a Parte

Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo científico

 

 

Juliano Moreira (1873-1933), baiano de Salvador, é freqüentemente designado como fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil. Sua biografia justifica tal eleição: mestiço (mulato), de família pobre, extremamente precoce, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos, graduando-se aos 18 anos (1891), com a tese "Sífilis maligna precoce". Cinco anos depois, era professor substituto da seção de doenças nervosas e mentais da mesma escola. De 1895 a 1902, freqüentou cursos sobre doenças mentais e visitou muitos asilos na Europa (Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Escócia).1

De 1903 a 1930, no Rio de Janeiro, dirigiu o Hospício Nacional de Alienados. Neste, embora não fosse professor da Faculdade de Medicina do Rio, recebia internos para o ensino de psiquiatria. Aglutinou ao seu redor médicos que viriam a ser, eles também, organizadores ou fundadores na medicina brasileira, de diversas especialidades: neurologia, psiquiatria, clínica médica, patologia clínica, anatomia patológica, pediatria e medicina legal, tais como Afrânio Peixoto, Antonio Austragésilo, Franco da Rocha, Ulisses Viana, Henrique Roxo, Fernandes Figueira, Miguel Pereira, Gustavo Riedel e Heitor Carrilho, entre outros.2

Um aspecto marcante na obra de Juliano Moreira foi sua explícita discordância quanto à atribuição da degeneração do povo brasileiro à mestiçagem, especialmente a uma suposta contribuição negativa dos negros na miscigenação. A posição de Moreira era minoritária entre os médicos, na primeira década do século XX, época em que ele mais diretamente se referiu a esta divergência, polemizando com o médico maranhense Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906). Também desafiava outro pressuposto comum à época, de que existiriam doenças mentais próprias dos climas tropicais.3,4

Convém ressaltar que a teoria da degenerescência nunca seria colocada em questão por Moreira, mas apenas os seus fatores causais. Para ele, na luta contra as degenerações nervosas e mentais, os inimigos a combater seriam o alcoolismo, a sífilis, as verminoses, as condições sanitárias e educacionais adversas, enfim; o trabalho de higienização mental dos povos, disse ele, não deveria ser afetado por "ridículos preconceitos de cores ou castas (...)".4

Em seu discurso de posse, ao ser aprovado no concurso para professor da Faculdade de Medicina da Bahia, em maio de 1896, Moreira descreveu de forma tão elegante quanto contundente o que parece ser sua experiência pessoal com relação ao marcante preconceito de cor na sociedade brasileira de então. Endereçando-se "(...) a quem se arreceie de que a pigmentação seja nuvem capaz de marear o brilho desta faculdade (...)", disse: "Subir sem outro bordão que não seja a abnegação ao trabalho, eis o que há de mais escabroso. (...) Em dias de mais luz e hombridade o embaçamento externo deixará de vir à linha de conta. Ver-se-á, então que só o vício, a subserviência e a ignorância são que tisnam a pasta humana quando a ela se misturam (...). A incúria e o



Escrito por walterlinhistoria às 15h23
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Biografias

Juliano Moreira 2.a parte

desmazelo que petrificam (...) dão àquela massa humana aquele outro negror (...)"2 (págs.17-18).

Resumidamente, pode-se dizer que, de meados do século XIX até cerca de 1910, o país se definia prioritariamente pela raça, isto é, as discussões sobre o caráter nacional e o futuro da nação passavam pela solução dos problemas atribuídos à miscigenação do povo brasileiro. A partir da década de 1910, e especialmente após o fim da Primeira Guerra Mundial, o movimento pelo saneamento rural do Brasil ganhou força, e se deslocou o foco para a doença ou as doenças dos brasileiros. Um Brasil desconhecido seria revelado a partir de expedições de órgãos do governo, como as de Cândido Rondon, do Mato Grosso ao Amazonas, em 1907 e 1908, e as expedições científicas de Oswaldo Cruz. A famosíssima frase do médico Miguel Pereira, "O Brasil é um imenso hospital", dita em 1916, marcou o início deste movimento. A exprobração à mestiçagem e ao nosso clima tropical cedeu lugar à condenação ao governo por abandonar as populações interioranas; seu atraso passou a ser atribuído ao isolamento geográfico e às infestações por doenças parasitárias, especialmente ancilostomose e doença de Chagas. Ao mesmo tempo, intensas campanhas sanitárias eram coordenadas por Oswaldo Cruz, contra a febre amarela e contra a varíola, doenças que espantavam muitos visitantes e imigrantes do Brasil. A doença tornou-se a chave para a identificação do Brasil, a higienização sua possibilidade de redenção.5 A ciência, mais especificamente a medicina, tendeu, então, a se auto-representar como norteadora do processo de definição da nacionalidade e da modernização do país.6

O contexto político e cultural de sua época deve ser considerado quando se analisa a obra e a atuação de Juliano Moreira. Ele alinhou-se às correntes que então representavam a modernização teórica da psiquiatria e da prática asilar. Demonstrou isto em sua filiação à escola psicopatológica alemã ¾ foi divulgador da obra de Kraepelin ¾ e nas mudanças que introduziu quando assumiu o Hospício Nacional de Alienados.

Como ele mesmo descreveu, foram estas as mudanças: instalação de laboratórios de anatomia patológica e de bioquímica no hospital; remodelação do corpo clínico, com entrada de psiquiatras/neurologistas e outros especialistas (de clínica médica, pediatria, oftalmologia, ginecologia e odontologia); a abolição do uso de coletes e camisas de força; a retirada de grades de ferro das janelas; a preocupação com a formação dos enfermeiros; o grande cuidado com os registros administrativos, estatísticos e clínicos, entre outros. Sua atuação institucional incluiu a organização da "Assistência aos Alienados", mais tarde Serviço Nacional de Assistência aos Psicopatas, tendo redigido, em 1903, uma proposta de reforma do Hospício Nacional e insistido junto ao governo para a aprovação da legislação federal de assistência aos alienados, promulgada em 22/12/1903.7,8

Sua extensa obra escrita abrangeu várias áreas de interesse; inicialmente, publicou estudos nas áreas de sifiligrafia, dermatologia, infectologia e anatomia patológica. A seguir, concentrou-se cada vez mais nas doenças nervosas e mentais, em descrições clínicas e terapêuticas, escreveu sobre modelos assistenciais e sobre a legislação referente aos alienados, discutiu a nosografia psiquiátrica e estudou as histórias da medicina e da



Escrito por walterlinhistoria às 15h18
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Biografias

Juliano Moreira 3.a parte

assistência psiquiátrica no Brasil. Tinha especial interesse pela então chamada "psiquiatria comparada", ou seja, as manifestações das doenças mentais em culturas diversas, como atesta a sua correspondência com Emil Kraepelin.9

Seu espírito aberto e inquieto não ignorou a psicanálise; tendo domínio do alemão, conhecia as obras de Freud e tinha uma avaliação crítica delas. Numa resenha em que elogiou o livro de Franco da Rocha, "O pansexualismo na doutrina de Freud" (1920), referiu que a Sociedade Brasileira de Neurologia vinha promovendo palestras de divulgação da psicanálise e comentou, com sua ironia peculiar, que esta era pouco conhecida no país porque "No Brasil, em geral os colegas, em obediência à lei do menor esforço, aguardam que as idéias e as doutrinas passem primeiro pelo filtro francês para que nos dignemos a olhá-las contra a luz (...)".10

Ao longo de toda sua vida, participou de muitos congressos médicos e representou o Brasil no exterior, na Europa e no Japão. Foi membro de diversas sociedades médicas e antropológicas internacionais; fundou, em colaboração com outros médicos, os periódicos Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1905), Arquivos Brasileiros de Medicina (1911) e Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro (1930) e a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1907).

Finalizando, para melhor entender a atuação de Juliano Moreira deve-se recordar que, nas primeiras décadas do século XX, a medicina brasileira acreditava ser capaz de dirigir o processo de modernização e sanitarização do país. Assim também cria Juliano Moreira e sua atuação foi coerente com esta visão; para ele, o principal papel da psiquiatria estava na profilaxia, na promoção da higiene mental e da eugenia. Em que pese o caráter francamente intervencionista deste projeto médico, não se pode negar o brilhantismo, a coragem e a originalidade deste fundador da psiquiatria brasileira.

 

Ana Maria Galdini Raimundo Oda e Paulo Dalgalarrondo
Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp

 

 



Escrito por walterlinhistoria às 15h17
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Negros inventores

Negros inventores 1.a parte

 

A IMPORTÂNCIA DO NEGRO

PARA A HUMANIDADE


Essa é a história de um garoto chamado Theo que acordou um dia e perguntou a sua mãe:


"Mãe, o que aconteceria se não existissem pessoas negras no mundo?"


Sua mãe pensou por um momento e então falou: "Filho, siga-me hoje e vamos ver como seria se não houvesse pessoas negras no mundo".


E, então, disse: "Agora vá se vestir e nós começaremos". Theo correu para seu quarto e colocou suas roupas e sapatos. Sua mãe deu uma olhada nele e disse: "Theo, onde estão seus sapatos? E suas roupas estão amassadas, filho, preciso passá-las".Mas quando ela procurou pela tábua de passar, ela não estava mais lá. Veja,
Sarah Boone, uma mulher negra, inventou a tábua de passar roupa. E Jan E. Matzelinger, um homem negro, inventou a máquina de colocar solas nos sapatos.


"Então... - ela falou - Por favor vá e faça algo em seu cabelo." Theo decidiu apenas escovar seu cabelo, mas a escova havia desaparecido. Veja,
Lydia O. Newman, uma mulher negra, inventou a escova. Ora, essa foi uma visão... nada de sapatos, roupas amassadas, cabelos desarrumados. Mesmo o cabelo da mãe, sem as invenções para cuidar do cabelo feitas por Madame C. J. Walker... Bem, vocês podem vislumbrar..

 
A mãe disse a Theo: "Vamos fazer nossos trabalhos domésticos e, então, iremos ao mercado". A tarefa de Theo era varrer o chão. Ele varreu, varreu e varreu. Quando ele procurou pela pá de lixo, ela não estava lá.
Lloyde P. Ray, um homem negro, inventou a pá de lixo. Ele decidiu, então, esfregar o chão, mas o esfregão tinha desaparecido. Thomas W. Stewart, um homem negro, inventou o esfregão. Theo gritou para sua mãe: "Não estou tendo nenhuma sorte!" Ela responde: "Bem, filho, deixe-me terminar de lavar estas roupas e prepararemos a lista do mercado". Quando a lavagem estava finalizada, ela foi colocar as roupas na secadora, mas ela não estava lá. Acontece que George T. Samon, um homem negro, inventou a secadora de roupas.


A mãe pediu a Theo que pegasse papel e lápis para fazerem a lista do mercado. Theo correu para buscá-los, mas percebeu que a ponta do lápis estava quebrada. Bem... ele estava sem sorte, porque
John Love, um homem negro, inventou o apontador de lápis. A mãe procurou por uma caneta, mas ela não estava lá, porque William Purvis, um homem negro, inventou a caneta-tinteiro. Além disso, Lee Burridge inventou a máquina de datilografia e W. A. Lovette, a prensa de impressão avançada. Theo e sua mãe decidiram, então, ir direto para o mercado.

 



Escrito por walterlinhistoria às 15h08
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Negros inventores 2.a parte


Ao abrir a porta, Theo percebeu que a grama estava muito alta. De fato, a máquina de cortar grama foi inventada por um homem negro,
John Burr. Eles se dirigiram para o carro, mas notaram que ele simplesmente não sairia do lugar. Isso porque Richard Spikes, um homem negro, inventou a mudança automática de marchas e Joseph Gammel inventou o sistema de supercarga para os motores de combustão interna. Eles perceberam que os poucos carros que estavam circulando, batiam uns contra os outros, pois não havia sinais de trânsito. Garret A. Morgan, um homem negro, foi o inventor do semáforo.


Estava ficando tarde e eles, então, caminharam para o mercado, pegaram suas compras e voltaram para casa. Quando eles iriam guardar o leite, os ovos e a manteiga, eles notaram que a geladeira havia desaparecido. É que
John Standard, um homem negro, inventou a geladeira. Colocaram, assim, as compras sobre o balcão.


A essa hora Theo começou a sentir bastante frio. Sua mãe foi ligar o aquecimento. Acontece que
Alice Parker, uma mulher negra, inventou a fornalha de aquecimento. Mesmo no verão eles não teriam sorte, pois Frederick Jones, um homem negro, inventou o ar condicionado.


Já era quase a hora em que o pai de Theo costumava chegar em casa. Ele normalmente voltava de ônibus. Não havia, porém, nenhum ônibus, pois seu precursor, o bonde elétrico, foi inventado por outro homem negro,
Elbert R. Robinson. Ele usualmente pegava o elevador para descer de seu escritório, no vigésimo andar do prédio, mas não havia nenhum elevador, porque um homem negro, Alexander Miles, foi o inventor do elevador. Ele costumava deixar a correspondência do escritório em uma caixa de correio próxima ao seu trabalho, mas ela não estava mais lá, uma vez que foi Philip Downing, um homem negro, o inventor da caixa de correio para a colocação de cartas e William Berry inventou a máquina de carimbo e de cancelamento postal.

Theo e sua mãe sentaram-se na mesa da cozinha com as mãos na cabeça. Quando o pai chegou, perguntou-lhes: "Por que vocês estão sentados no escuro?". A razão disso? Pois Lewis Howard Latimer, um homem negro, inventou o filamento de dentro da lâmpada elétrica. Theo havia aprendido rapidamente como seria o mundo se não existissem as pessoas negras. Isso para não mencionar o caso de que pudesse ficar doente e necessitar de sangue. Charles Drew, um cientista negro, encontrou uma forma para preservar e estocar o sangue, o que o levou a implantar o primeiro banco de sangue do mundo. E se um membro da família precisasse de uma cirurgia cardíaca? Isso não seria possível sem o Dr. Daniel Hale Williams, um médico negro, que executou a primeira cirurgia aberta de coração.

Então, se você um dia imaginar como Theo, onde estaríamos agora sem os Negros?

 

Bem, é relativamente fácil de ver. Nós ainda estaríamos na ESCURIDÃO.

http://maralanez.spaces.live.com/blog/cns!9DE875D599E3323F!4335.entry

 

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://inventors.about.com/od/blackinventors/a/black_historyS.htm&sa=X&oi=translate&resnum=1&ct=result&prev=/search%3Fq%3DGeorge%2BT.%2BSamon,%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG

 



Escrito por walterlinhistoria às 15h07
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